6. A gula e a Santificação

Desde pequena tenho uma ligação emocional com a comida. Até uns 6
anos tinha um peso ideal e não me lembro de ter compulsão alimentar. Tudo
mudou quando comecei a comer no intervalo da escola. Lembro bem que
sempre comprava um saquinho de refrigerante (vendiam na garrafa de vidro,
mas colocavam em um saco plástico para dar para as crianças) e um salgado
frito. Comia todo o dia sem falta. Isso fez com que desenvolvesse compulsão
alimentar e engordasse muito. Em uma viagem de férias, fomos passear em
um shopping da cidade. Recebi uma quantia em dinheiro e como o shopping
era pequeno meus pais me deixaram passear sozinha. Comprei tanta coisa
para comer que quando cheguei em casa estava passando mal. Levei uma
bronca muito grande dos meus pais naquele dia. Anos depois já com 21 anos
tive síndrome do pânico e minha compulsão alimentar voltou com bastante
força. Por causa da tristeza e ansiedade as comidas gordurosas e gostosas
eram como uma droga para me dar um momento de êxtase. Quando comecei
a fazer a reeducação alimentar minha principal preocupação era em
conseguir ficar longe das massas, doces e tudo que é gostoso. Mas eu não
entendia que não há problema em comer pouco de doce e coisas gostosas, o
problema é não se controlar! E aí entramos no pecado da gula.
Se você é um glutão significa que você é escravo do desejo de comer
demais. Nós cristãos fomos libertos da escravidão do pecado quando Cristo
morreu na cruz, e por isso não devemos mais viver pecando. Mas até sermos
glorificados ainda vamos lutar contra a natureza carnal.
“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que
obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu
corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a
Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus,
como instrumentos de justiça.
Romanos 6:12,13
Sempre ouvimos que somos o que comemos, ou seja, nosso corpo é o
que colocamos dentro dele. E quando eu como compulsivamente, não
importa o que seja, transformo o meu corpo em uma bomba de doenças e em
um instrumento de iniquidade, pois o ofereci ao pecado da gula.
Por isso a nossa santificação é afetada pela maneira que comemos. Se me
escravizo ao desejo incopulsivo pela comida, não posso usufruir da liberdade
que Cristo me deu afim de crescer em santificação. Um cristão que entende
a seriedade verdadeiramente o que Cristo fez por ele, não deve se entregar
ao pecado da gula.
“Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a
graça mais abundante?De modo nenhum! Como viveremos ainda no
pecado, nós os que para ele morremos?”
Romanos 6:1,2

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